Cel. Fabriciano, 29 de novembro de 2020

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01 nov
Imagem: cnbbleste2.org.br

Finados

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“Tudo tem seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Eclesiastes)

Há uma curiosidade, muito grande em saber porque a Igreja Católica celebra o Dia de Finados.

A razão é muito simples. Como já é tradição comemorar no dia 01 de novembro o dia de Todos os Santos, fica então o dia 02, do mesmo mês, para lembrar dos mortos que partiram e da valorização da vida. É o dia em que muitos visitam cemitérios e túmulos de familiares e amigos que morreram, quando então, levam flores e velas como sendo um gesto de memória, amor e gratidão.

Na visão católica, celebra-se este dia porque os cristãos acreditam na “vida eterna”, ou seja, numa eternidade no céu e, que por esta razão, devemos recordar com mais intensidade dos nossos entes queridos que já partiram e rezar por eles. O dia finados é um dia consagrado a esse ritual.

Para nós que somos cristãos, a vida não nos é tirada, mas sim transformada. A morte na verdade é um fim que nos entristece e até mesmo nos amedronta. Mas não é um fim absoluto. É um fim de esperança para quem acredita na Ressurreição. E, Jesus nos deixou esta esperança.

Embora professamos esta fé, a morte é ainda um mistério. É uma certeza que nos causa medo, ou seja, até mesmo certa estranheza e insegurança pois é algo desconhecido por todos nós. Sendo seres humanos limitados, não nos cabe questionar nem tampouco compreender tão grande e profundo é o mistério da morte. Mas é preciso que tenhamos confiança na nossa doutrina cristã que nos leva a acreditar na vida eterna e na feliz ressurreição. Caso contrário, a vida não teria sentido. Não tenhamos medo, mas sim fé.

“Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tendes fé em mim também… vou preparar um lugar para Vós junto do Pai… Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim ( Jo 14,1-6)

Muitas são as dúvidas em relação à temática da morte. Há um desconforto muito doloroso ao falar desse assunto. Este pavor pela morte começa na infância, quando os adultos, também amedrontados, evitam falar sobre ela. E assim, a ideia da morte ao longo dos tempos vai se revestindo de muitas roupagens. Tal situação gera uma ideia da morte voltada para o fim da vida, e isto, nos faz temê-la e não considera-la como um fato natural da vida.

Neste sentido, precisamos entender a espiritualidade da morte assim como contemplar a beleza da vida. A nossa vivência aqui na terra é a travessia para DEUS que nos criou à sua imagem e semelhança, que nos espera de volta à sua casa (céu) com gratuidade eterna.

Mesmo sentindo esta esperança, ainda temos o temor da morte (ninguém quer morrer) por ser algo desconhecido e inevitável. É o fim biológico e temporal. Todos vão morrer um dia. É natural que tenhamos este sentimento de medo. Mas por outro lado, devemos buscar o conforto espiritual na fé cristã, que nos assegura a Ressurreição em Cristo, e desta forma, a morte não será um fim absurdo, mas um fim esperança. Mas como? – Será a passagem de uma vida de dor, de lamentações, de sofrimento, de limitações para uma vida plena, em abundância que pela “Providência Divina” será o nosso verdadeiro nascimento. Como diz o salmo “Em Deus estou tranquilo” – Salmo 131 (130)

Falando de uma maneira simples, somente morre aquele que não deixa bons exemplos e felizes lembranças nos seres que continuam vivos. Por isso, é que devemos viver cada dia na delicadeza do convívio, da amizade, da partilha, do acolhimento, da fraternidade cristã e da autêntica fé.

Agindo assim, nossas alegrias serão multiplicadas e as nossas dores de “luto” minimizadas e transformadas em crescimento espiritual, preparando a nossa ida para a casa do Pai.

Neste dia de Finados, ficam aqui as minhas palavras, para que nós mortais saibamos viver na fé, no amor e na caridade enquanto aqui estivermos. Que a morte possa então nos fazer refletir e rever alguns destes valores cristãos, lembrando que a vida eterna começa aqui na Terra.

Fonte: Maria Helena Franco/Pascom

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