Cel. Fabriciano, 30 de outubro de 2020

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21 set
Imagem: aventurasnahistoria.uol.com.br

Encíclica IV – “Eu vim para que todos tenham vida, e para que a tenham em Abundância” (Jo 10,10)

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Em Jesus, está a plenitude da vida. Nele, o Verbo, a Palavra Encarnada, a esperança se renova, a salvação se faz concreta para os que Nele depositam sua confiança. Hoje, mais que nunca, somos as ovelhas necessitadas de abrigo, de direção e de vida em plenitude. Diante de tanta apreensão, parece-nos, por vezes, que a vida não tem muito sentido, que este mundo não tem mais jeito, que a humanidade está à mercê de si própria por causa de um vírus invisível que assusta e nos tira o chão. A vida parece esvair-se por entre nossos dedos! Ora, o sol se põe todos os dias, e, após a noite escura, a aurora clareia com seus raios luminosos um novo dia, enchendo-nos de esperança. A Luz de Jesus jamais se apaga, não estamos à deriva nesta tempestade, Cristo está conosco, nos conduzindo e mostrando o caminho. Clamemos sem cessar que o Espirito Santo reascenda em nós o dom da fé, da esperança e do amor, para que voltemos nosso olhar e nosso coração para o Bom Pastor e, aprendendo com Ele, sejamos, também nós, bons pastores. Criados à imagem e semelhança de Deus, cada criatura traz em si um raio da infinita bondade e sabedoria do Criador e somos chamados a guardar e cuidar da herança deixada por Deus para que as futuras gerações também possam usufruir das maravilhas do universo. Aproveitando esse tempo de pandemia, reaprendamos a contemplar as obras da Criação para redescobrirmos seu verdadeiro valor, repensar para que foram criadas, olhando não com o olhar humano, mas sob a ótica Divina. O antídoto para sairmos melhores e renovados dessa pandemia é o cuidado pessoal e comunitário. Nosso lar precisa de cuidados básicos para ser habitado; nossa fé precisa ser alimentada para ser fortalecida; a falta de cuidados com a saúde nos adoece; assim, a Casa Comum, nosso planeta, também necessita ser cuidada com amor e responsabilidade para não perecer de vez. Onde não há cuidado, toda a vida adoece e fenece. O Papa Francisco nos chama a sermos guardiões da vida, dos irmãos e da Casa Comum, não como dominadores, mas como pastores zelosos do tesouro que nos foi confiado, lembrando-nos que o Espírito Santo sempre abre novos caminhos, impulsionando para a vida plena. “Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio” (2Tim, 1, 7). Com esse espírito, alimentados pela Palavra e pelos Sacramentos, sejamos artífices da restauração, de um novo tempo em que a cultura do descarte seja substituída pelo resgate do cuidado e da regeneração do bem comum. Da natureza provém a água do Batismo e o trigo e a uva que se tornam Eucaristia; da mesma natureza também provém o óleo da Unção e da Benção, e, também da natureza, provém o madeiro da Cruz onde aconteceu a Redenção da humanidade, da entrega de Cristo e da ação do Espírito Santo em cada um de nós. A Palavra, neste mês da Bíblia, deve ser refletida a partir do nosso desejo de mudança interior, nossa volta às origens de filhos e filhas amados incondicionalmente pela Trindade Santa, pois se, pela pandemia, todos estamos sujeitos aos mesmos riscos, isso significa que todos temos a mesma raiz, pois: “Ele fez nascer de um só homem todo gênero humano, para que habitasse sobre toda a face da terra, porque é Nele que temos a vida, o movimento e o ser” At 17,26, 28). Deixemo-nos, pois, nos moldar como o vaso nas mãos do oleiro (Jr 18), para que Deus faça de nós o que Lhe aprouver. Que a Maria, moldada por Deus, seja nossa intercessora e nos alcance a libertação da pandemia e a cura da Casa Comum.

Fonte: CNBB

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