Cel. Fabriciano, 20 de outubro de 2020

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Matriz de São Sebastião

A Igreja Matriz São Sebastião teve sua construção iniciada em 1946, pelo Padre Deolindo Coelho. A igreja local era uma extensão da Paróquia Nossa Senhora de Nazareth de Antônio Dias. O projeto da obra, incluindo as dimensões, foi escolhido pelo Arcebispo Dom Helvécio, na época bispo de Mariana. Quando a obra ainda se achava nos alicerces, o povoado recebeu a visita de um grupo de missionários redentoristas. Vieram para conhecer o povoado e avaliar as possibilidades do trabalho religioso que assumiriam com a futura paróquia. De fato, os redentoristas assumiram a paróquia desde sua criação em 1948.

Os missionários acharam a localização do templo excelente, porém exprimiram descontentamento com o tamanho tão diminuto, interviram para que a obra fosse ampliada. Mas dom Helvécio tinha planos de fazer da igreja dessa capela parte de um futuro colégio, prometendo uma igreja maior para o futuro, em outro local. O tempo passou e os planos mudaram. A anunciada escola católica, hoje Colégio Angélica, foi construída no local destinado à nova igreja. Nos fundos da matriz, destinado ao educandário, construiu-se o Convento Redentorista. A cidade conviveu por décadas com a tão pequena Matriz, a única paróquia da cidade. No entanto, o sonho de Dom Helvécio se fez cumprir, quando em 1994 foi inaugurada a Co-catedral.

A paróquia foi instituída no dia 15 de agosto de 1948 e a Igreja matriz foi inaugurada em novembro de 1949. Alguns elementos, que hoje compõe o templo foram a ele adicionados com o passar dos anos. O altar, em mármore de Carrara, foi instalado em maio de 1950. À mesma época, Rotildino Avelino ofereceu a imagem do padroeiro cuja entronização se deu no ponto mais alto do altar mor. Os sinos foram instalados na torre em março de 1951; o relógio, fabricado em Jacutinga, cidade do sul de Minas, foi instalado em março de1953;  a Via Sacra, de autoria do pintor carioca, Carlos Osvald, foi instalada em 1954.

A igreja manteve-se original até 1972, quando uma onda de modernidade, pós Concílio Vaticano II, trouxe a renovação paroquial. Uma reforma foi empreendida na Matriz: as janelas com vidros coloridos foram substituídas por basculantes de vidro comum; o altar central foi dividido em três; algumas imagens, o confessionário e outros elementos foram retirados do templo. Mas Igreja Matriz mantém a sua imponência, reconhecida como um marco arquitetônico do Vale do Aço. Foi tombada em 1997, como Patrimônio Cultural do Município.

(adaptado do texto do professor Amir José de Melo)

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